Doação de plaquetas: para que serve e como é feita?

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A doação de plaquetas ajuda na recuperação de diversos pacientes, como os que estão passando por tratamento de câncer, cirurgias cardíacas, vítimas de traumas e até de queimaduras.

Apesar disso, pouca gente sabe da importância desse procedimento e como doar. Trata-se de um processo seguro, que não traz prejuízos aos doadores e que pode salvar vidas.

O sangue é composto por glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plasma e também por plaquetas, que são fragmentos celulares provenientes da medula óssea fundamentais na coagulação do sangue.

Pacientes com câncer ou que perderam muito sangue em acidentes, por exemplo, sofrem uma redução drástica no nível de plaquetas sanguíneo. Nesse caso, a transfusão de plaquetas pode ser fundamental no processo de recuperação. A doação de plaquetas pode ser feita de duas maneiras:

Doação normal – cada doador dá origem a uma unidade de plaquetas a partir da doação normal de sangue, respeitando os limites de peso mínimo, idade, condições de saúde e do número de doações que podem ser feitas em um ano.
Doação por aférese – nesse processo, depois de introduzido um cateter em uma veia do braço do doador, o sangue dele passa por um equipamento que coleta as plaquetas e devolve o restante à veia.

A doação por aférese produz cerca de seis unidades de plaquetas, o que equivale a seis doações de sangue convencionais. Esse processo também garante maior segurança ao paciente, pois ele recebe a doação de menos indivíduos, reduzindo o risco durante a transfusão, principalmente no que se refere à transmissão de doenças infecciosas. Por isso, apesar de ser mais demorado, com duração de pouco mais de uma hora, esse tipo de doação de plaquetas é o mais recomendado pelos médicos.

Para ser doador, você precisa preencher requisitos semelhantes aos de uma doação de sangue comum, com a diferença de dois detalhes: para doar plaquetas, é preciso ter mais de 60 quilos e não ter tomado anti-inflamatórios pelo menos cinco dias antes da doação. Além disso, se você doou sangue, só poderá doar plaquetas após 30 dias da doação de sangue.

O seu sangue vai passar por uma avaliação clínica e hematológica para que os médicos possam checar se ele tem a quantidade mínima de plaquetas para atingir o rendimento esperado.

 

Qual o intervalo para uma nova doação de plaquetas?

O organismo demora 48 horas para repor a quantidade de plaquetas retiradas na doação. Apesar disso, os especialistas aconselham que o doador espere pelo menos uma semana para fazer uma nova doação de plaquetas. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determina que uma pessoa faça, no máximo, 24 doações por ano, o que equivale a duas doações por mês.

É importante também muita sinceridade ao responder o questionário que antecede a doação. Ele foi elaborado para evitar que pacientes que vão receber transfusões de sangue sejam infectados com doenças como hepatite ou com o vírus HIV. Mesmo que os doadores sejam submetidos a testes laboratoriais, vírus como o HIV são indetectáveis logo depois da infecção em um período conhecido como janela imunológica.

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